CALEIDOSCÓPIO  Uma exposição colectiva

 

Galeria do Sol  16 Dez/2017 a 14 Jan/2018
Maus Hábitos  16 Dez/2017 a 22 Jan/2018

 

Curadoria  Olho Composto

 

Com
Albuquerque Mendes | Alexandre A. R. Costa | Alice Geirinhas | Amarante Abramovici | Ana Borralho & João Galante | André Covas | André Fonseca | Andreia Santana | Ângelo Ferreira de Sousa | António Caramelo | António Lago | António Olaio | Bárbara Ferreira | Bartolomeu de Gusmão | Beatriz Albuquerque | Bruno Silva | Carlos Aguiar | Carlos Alexandre Rodrigues | Carlos Menino | Carlos Mensil | Carolina Grilo Santos | Carmo Azeredo | Catarina Leitão | Catarina Lopes Vicente | Cristina Assunção | Cláudio Reis | Cristina Regadas | Daniel Fernandes | Daniel Moreira | Daniel Pires | Dária Salgado | Diana Carvalho | Fábio Colaço | Fabrizio Matos | Felícia Teixeira & João Brojo | Fernando Sebastião | Filipe Cortez | Flávio Delgado | Francisco Babo | Francisco Laranjeira | Francisco Venâncio | Hélder Castro | Henrique Loja | Hernâni Reis Baptista | Horácio Frutuoso | Hugo de Almeida Pinho | Hugo Soares | Hugo Castro | Isaque Pinheiro | Israel Pimenta | JAS | Jérémy Pajeanc | João Baeta | João Fiadeiro | João Fonte Santa | João Gabriel | João Gigante | João Giz | João Miguel Abreu | João Pedro Trindade | João Sousa Cardoso | Jorge Lourenço | José Almeida Pereira | José Carlos Teixeira | José Maçãs de Carvalho | José Oliveira | José Roseira | Leonel Cunha |  Limamil  | Luís Salgado | Luísa Abreu | Manuel Santos Maia | Manuela Dos Campos | Manuela São Simão | Marcia Vaitsman | Maria Bernardino | Maria Côrte-Real | Maria Trabulo | Marianne Baillot | Marta Bernardes | Max Fernandes | Miguel Januário | Miguel Leal | Mónica Coelho | Nikolai Nekh | Paulo Mendes | Pedro Pedrosa da Fonseca | Pedro Pousada | Pedro R. Leão | Pedro Ruiz | Pedro Tudela | Pedro Wirz | Reis Valdrez | Rita Castro Neves | Rita Senra | Rodrigo Vilhena | Rui Gueifão | Rute Rosas | Samuel Silva | Sarah FitzSimons | Sebastião Resende | Sofia Barreira | Susana Chiocca | Teixeira Barbosa| Tiago Afonso | Tiago Orfeu | Vanda Madureira | Verónica Calheiros | Vítor Israel | Virgílio Ferreira | Volker Schnuettgen

 

Caleidoscópio surge assim como mais uma realização do Olho Composto. A palavra utilizada para dar nome à exposição, refere-se ao dispositivo ótico inventado por David Brewster (1781-1868). A palavra na sua origem etimológica deriva das palavras do grego antigo Kalos (belo), eidos (forma, skopium de skopein (olhar para, examinar). Apropriamo-nos da ideia de observação através de um dispositivo. Mas neste caso, essa observação não será realizada através dum dispositivo ótico, mas através de um dispositivo relacional – a exposição coletiva.
A curadoria desta exposição surge por isso, como extensão das possibilidades da ação artística. Procurando questionar, sem responder, para que servem as exposição coletivas hoje. Por isso o texto da autoria de Trapo ao instigar os artistas a aceitar um desafio, começa o texto ao colocar a sangue frio uma questão – “exposição coletiva ou dispositivo relacional? “
Podíamos todos de imediato reconhecer inúmeras linhas de pensamento e ação. Pensar nos diversos modos de pensamento e de comportamento daqueles que fazem parte do mundo da arte e do mercado da arte. Referimo-nos ao papel e ao funcionamento das academias dos Museus, das Galerias, dos Leilões ou dos espaços autointitulados independentes. Sendo todos lugares de poder, de uma forma ou de outra, como e para que servem as exposições coletivas hoje?Surgiram também muitas e diversas questões, colocadas por quem foi convidado e desafiado a participar. Mas pensamos que uma condição de igualdade foi imposta pela definição dos meios: uma imagem, um ficheiro jpeg enviado por e-mail, cuja impressão em papel depende das características dum sistema comercial existente na web, com uma dimensão de 20cm x 30cm, sem margem ou enquadramento, existindo ainda uma total e completa ausência do controlo da edição.A imagem enviada poderia ser fruto da manipulação de outra imagem, ser uma apropriação, uma colagem, um desenho digitalizado, uma fotografia do dia a dia, um registo fotográfico relacionado com a prática artística, ser uma imagem a preto e branco ou cores, estar na posição vertical ou horizontal, etc.
Claro que surgiram muitas dúvidas, questões e afirmações. E também nada do que foi comunicado foi concreto acerca da identidade e do número de participantes. Os artistas nada sabem sobre o que vai ser apresentado, mas não será nessa “ignorância” sob a forma de entrega que pode ser postulada e garantida ainda a nossa inocência e a vontade pura de questionar o mundo e de ainda poder ser por ele surpreendido?
Não é isso que define a alteridade, a vontade de acolher e ser acolhido, de hospitalidade, de estar perante o outro, sem partir de ideias preconcebidas?
Esta exposição é um desafio real, já que implica risco e insucesso.De 128 artistas convidados, na sua inevitável pluralidade, aceitaram e responderam ao desafio 110.
A montagem de concreto apenas irá respeitar a escolha efectuada por sorteio, 55 participantes para cada espaço expositivo. E será aí, durante a inauguração que outras questões se poderão colocar.